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Autoestima: o que é, como aumentar e importância


Nossas qualidades e limitações trabalham juntas para nos tornar seres únicos.

A autoestima é o valor que atribuímos a nós mesmos e nossa capacidade de nos amar, segundo a psicóloga. "Amar a si mesmo" requer atitudes como o autorrespeito, a autoaceitação e o autoconhecimento.

O autoconhecimento significa ter consciência de nossa história e de todos aspectos de nossa personalidade. A autoconfiança, de acordo com a especialista, é acreditar em nossos pensamentos e decisões, tendo em vista que temos coerência em nossas ideias. Já a autoaceitação é acolher nossos erros e acertos. "Isso não significa se acomodar, mas ser capaz de reconhecer e celebrar quem somos, mudando alguns comportamentos caso necessário", diz.

Todos esses sentimentos agem em harmonia na construção de nossa autoimagem e fazem parte do conceito de autoestima.

A importância da autoestima

Todos nós já estivemos em contato com as narrativas de super-heróis. Alguns deles já nascem dotados de poderes, e outros precisam de uma vestimenta para exercer suas funções com maestria. Nós, seres humanos comuns, estamos mais próximos deste último grupo. Ao acordarmos, vestimos nossas roupas e partimos para mais um dia na rotina, em que precisamos conciliar as obrigações da vida profissional e nossas necessidades internas.

Entretanto, diferente de personagens como a mulher-maravilha, nós não temos forças sobrenaturais agindo a nosso favor. A única semelhança que compartilhamos com estas personas são as grandes responsabilidades que precisamos sustentar. E isso pode assustar muitos de nós, pois há dias em que não sabemos como encontrar confiança para encarar os desafios que continuam surgindo, sem dar espaço para as recompensas.

Porém, isso é comum. A vida não é feita de vitórias contínuas, apesar de sermos orientados a pensar dessa forma. Há dias em que iremos acreditar no que o mundo nos conta, e talvez apenas não nos sintamos bons o suficiente.

E é neste momento que a autoestima pode tornar-se uma grande aliada. Muito mais do que olhar no espelho e gostar do que se vê, este sentimento nos faz acolher quem somos. Nós não precisamos dar conta de tudo, ter o corpo perfeito ou ser emocionalmente exemplares. Nós não precisamos nos amar o tempo inteiro. Existe espaço dentro de nós para as decepções e as dúvidas.

O que precisamos é aceitar nossa humanidade, que engloba falhas e forças. Quando aprendemos a fazer isso, podemos nos sentir confortáveis em nossa própria pele, o que nos fornece segurança para apenas ser quem somos.

Uma autoestima estável está relacionada ao nosso senso de autopreservação. Para a psicologa, isso implica na tomada de decisões que visem nosso bem-estar. Sendo assim, condições como a ansiedade e estresse são reduzidas, já que tendemos a olhar com mais atenção para nossas necessidades, equilibrando o que é importante para nós e para os outros.

A forma como enxergamos o mundo também depende do valor que atribuímos a nós mesmos. De acordo com a psicóloga, a autoestima funciona como um óculos, onde uma boa autoimagem torna as lentes cor de rosa, deixando o mundo colorido e positivo. Já a autoimagem negativa deixa as lentes cinzas, fazendo a realidade perder a cor, o brilho e a diversão. "Vemos o que está ao nosso redor de acordo com o padrão que usamos para ver a nós mesmos", explica.

Autoestima x beleza

A terapêuta holística explica que existe um equívoco conceitual entre autoestima e vaidade. "A primeira envolve a relação 'eu-comigo mesma', e a última é a relação 'eu-e outras pessoas'".

Quando não temos um grande autoconhecimento, é normal sentir que seremos valorizados e amados pelo corpo e aparência que temos. Entretanto, ao fazer isso, podemos estar apenas cedendo aos padrões estabelecidos pela sociedade, o que não significa que estamos de fato nos aceitando.

"Muitas pessoas usam a beleza como medida de autoestima porque pode ser a única qualidade que reconhecem em si. Ou então, esta pode ter sido a característica mais elogiada pelos outros", afirma. Entretanto, de acordo com a especialista, a aparência é mutável e não deve ser vista como único ponto forte que temos.

Para a psicóloga, devemos primeiro agradar a nós mesmos, pensando que todas nossas qualidades e limitações andam juntas e são importantes para a formação de nossa singularidade.

Causas da baixa autoestima

Ela explica que uma das principais causas da baixa autoestima pode ser a estagnação de problemas em nossas vidas. Quando não conseguimos encontrar uma solução para as adversidades, passamos a acreditar que não somos capazes de ter boas escolhas ou realizar o que precisa ser feito, o que reduz nossa autoconfiança.

As relações sociais também exercem uma grande influência sobre a autoestima. Ao entrarmos em contato com pessoas que constantemente nos colocam para baixo, desmerecendo quem somos, podemos adquirir uma autoimagem pessimista, concluindo que somos feitos apenas de limitações.

Comparar-se com os outros também é prejudicial. "A falta de oportunidades e desafios que nos dêem a chance de agir por nós mesmos e viver as próprias escolhas também pode reduzir a autoestima", afirma.

A especialista conta que precisamos exercitar o cuidado com nós mesmos, pois isso potencializa a nossa autoconfiança, o que consequentemente nos faz enxergar quem somos de forma otimista.

Sintomas da baixa autoestima

De acordo com a psicóloga, alguns sinais podem indicar que você está com baixa autoestima:

  • Não confiar em si

  • Não acreditar que sabe realizar as melhores escolhas

  • Não saber lidar com as consequências das próprias decisões

  • Medo do arrependimento

  • Insegurança em interagir com outras pessoas

  • Dúvidas constantes e paralisantes sobre diversos aspectos da vida

  • Incerteza em relação aos valores e ideais

  • Falta de objetivos

  • Falta de motivação

  • A opinião do próximo possui um impacto desproporcional.

Consequências da baixa autoestima

A falta de autoestima nos deixa em um estado de baixa energia, semelhante ao que acontece na depressão. Adriana explica que quando não acreditamos em nosso potencial para tomar as rédeas de nossas vidas, perdemos a esperança de que podemos ser felizes.

Por outro lado, a baixa autoestima também pode causar um acúmulo de energia. "O fato de não conseguirmos tomar decisões causa ansiedade, pois nos perdemos no agora e no que está por vir. Essa insegurança nos faz ver um futuro negativo, onde não existem possibilidades de boas escolhas. Acabamos desenvolvendo um grande medo decorrente da antecipação", esclarece a psicóloga.

Também é importante ressaltar que a falta de amor próprio nos faz colocar o outro em primeiro lugar. Como consequência, podemos nos encontrar em situações que trazem grande sofrimento. A qualidade de nossa vida pessoal e profissional decai, e nossos relacionamentos tendem a seguir um caminho semelhante.

A profissional alerta que uma visão negativa de nós mesmos pode nos tornar indivíduos submissos e pouco questionadores, que apenas aceitam e concordam com as críticas que recebem. O risco de entrarmos em relacionamentos abusivos e sermos manipulados torna-se muito maior.

"Quando você não tem consciência do seu valor, fica sujeito aos valores atribuídos pelos outros", afirma.

Baixa autoestima e distúrbios psicológicos

A especialista explica que quem tem depressão costuma ter grandes dificuldades em aliviar o próprio mal-estar. Isso potencializa uma queda nos níveis de autoestima, pois a pessoa se sente incapaz de mudar.

O mesmo acontece com quem tem ansiedade: Segundo a especialista, a sensação de falta de controle nos faz acreditar que não podemos gerenciar a nós mesmos, e isso está intimamente ligado a autoestima. Em ambos os casos, é necessário o acompanhamento de um especialista que realize uma intervenção psicoterápica e em alguns casos medicamentosa.

Como aumentar nossa autoestima

Antes de nos proteger da negatividade externa, é preciso trabalhar o nosso próprio desenvolvimento emocional e o respeito que temos conosco. Para isso, ela indica ter foco nas qualidades e limitações que temos atualmente, acolhendo quem se é para estipular metas e desafios. Cobrar-se excessivamente só irá causar danos a sua autoestima.

Uma outra recomendação prática é treinar fazer escolhas. Colocar-se em situações onde você precisa agir treina a mente para ficar bem e aceitar quaisquer resultados, mesmo que estes não correspondam às expectativas.

Especialista também conta que pequenos desafios podem ser adotados no dia a dia, a fim de provarmos a nós mesmos que temos a capacidade de trilhar nossos caminhos. E sempre que fizermos isso, é importante reconhecer nossas conquistas.

Fonte

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