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Proteína C-reativa: o que é o exame PCR e quais os resultados?


O exame mede a dosagem de proteína C-reativa (PCR), que pode indicar processos inflamatórios e infecciosos

O que é?

A proteína C-reativa, também conhecida como PCR, é uma proteína produzida pelo fígado, cuja concentração sanguínea se eleva radicalmente quando há indicativo de processos inflamatórios ou infecciosos.

O nível da proteína é medido através de um exame de sangue comum, com o objetivo de avaliar a possibilidade de uma infecção, inflamação, risco de doenças cardiovasculares, neoplasias, doenças reumáticas, traumatismos e outras condições sérias.

Embora o exame não indique onde há uma inflamação ou infecção, o aumento nos seus valores são preocupantes e precisam ser investigados. Além disso, quando o corpo está lidando contra um processo inflamatório, o exame de sangue também pode indicar um aumento de leucócitos, que são as células de defesa do corpo.

O que é o exame de PCR ultrassensível?

Quando o paciente já tiver histórico familiar ou precisar avaliar o risco de ter doenças cardiovasculares, como angina, infarto e AVC, o médico poderá indicar um PCR ultrassensível (PCR-us).

"O método mensura a proteína em quantidades muito pequenas no sangue, proporcionando um diagnóstico mais precoce de processos infecciosos ou inflamatórios", diz Claudio Gonsalez, infectologista do Hospital Santa Paula.

Este teste é muito usado para avaliar o risco da pessoa desenvolver doença arterial coronariana, uma condição na qual as artérias do coração são estreitadas. A doença arterial coronariana pode levar a um ataque cardíaco.

A American Heart Association não recomenda o teste de PCR-us para todos. Em vez disso, o teste é mais útil para pessoas que têm 5 a 10% de chance de ter um ataque cardíaco nos próximos 10 anos. Esse nível de risco intermediário é determinado pela avaliação de risco global, que é baseada em escolhas de estilo de vida, histórico familiar e estado de saúde atual.

O teste também ajuda a determinar o risco de um segundo ataque cardíaco, já que as pessoas com alto nível de PCR-us que tiveram um ataque cardíaco são mais propensas a ter outro evento do que aquelas com um nível normal.

Indicações

Como abordado anteriormente, o PCR é indicado para investigação de doenças infecciosas e inflamatórias tanto para diagnóstico como para acompanhamento evolutivo das enfermidades.

O PCR pode ajudar no diagnóstico das seguintes condições:

  • Lúpus

  • Artrite reumatoide

  • Infecções bacterianas

  • Pancreatite aguda

  • Apendicite

  • Queimaduras

  • Doença inflamatória no intestino

  • Linfoma

  • Infarto do miocárdio

  • Acidente Vascular Cerebral (AVC)

  • Doença inflamatória pélvica

  • Sepse (infecção generalizada)

  • Pós-operatório de alguma cirurgia (três primeiros dias)

  • Tuberculose.

É importante alertar que somente o exame de PCR não é capaz de diagnosticar onde a inflamação está ocorrendo; por isso é preciso que testes complementares sejam feitos e que o médico e paciente estejam atentos a outros fatores de risco que contribuem para essas doenças.

Contraindicações

Segundo o cardiologista Ibraim Masciarelli, não existem contraindicações ao exame PCR, uma vez que para realização do exame é necessária uma coleta simples de sangue.

Apesar de não ser frequente, o cardiologista revela que as mulheres grávidas podem fazer o PCR.

Preparo para o exame

Não há preparações para o teste PCR. No entanto, se o sangue também estiver sendo coletado para outros testes, talvez seja necessário jejuar ou seguir outras instruções. Por isso, pergunte ao médico as orientações para os exames a serem realizados.

Alguns medicamentos podem afetar o nível de PCR, então antes do teste é preciso alertar o médico sobre os medicamentos ingeridos.

Além disso, Masciarelli afirma que é possível ter alterações no resultado se a pessoa fez atividades físicas muito intensas e de choque, como boxe ou karatê. Desta forma, é indicado evitar esses esportes antes da realização do exame de PCR.

Como é feito

O PCR é realizado por meio de uma amostra simples de sangue. Antes da inserção da agulha, o profissional coloca um elástico ao redor do braço para que as veias se encham de sangue. O local da punção é limpo com antisséptico.

Depois que a agulha é inserida, uma pequena quantidade de sangue é coletada em um frasco ou seringa. O elástico é então removido para restaurar a circulação e o sangue continua a fluir para o frasco. Uma vez que sangue suficiente é coletado, a agulha é removida e o local da punção é coberto com um band-aid.

Este procedimento é relativamente indolor e geralmente leva apenas alguns minutos.

Recomendações pós-exame

Após o exame, você estará apto a dirigir para casa e realizar suas atividades normalmente. Os resultados podem levar alguns dias e você deve retornar ao médico para entender o que eles significam.

Periodicidade do exame

A periodicidade do exame irá depender de cada caso. Quando ele é utilizado como marcador evolutivo da doença em questão, poderá ser solicitado a cada três meses.

Riscos

O exame de PCR pode causar poucos riscos e todos eles de gravidade baixa. Como acontece em qualquer coleta de sangue, o paciente pode ter dor ou hematomas ao redor, além de sentir um pouco de fraqueza e, em alguns casos, tontura.

O exame serve apenas como indicativo de inflamações e infecções, que devem ser tratadas com um médico especializado na região acometida. Se houver problemas no pulmão, por exemplo, um pneumologista deve ser consultado - da mesma forma que um cardiologista deve ser buscado para tratar condições no coração e um gastroenterologista para males que afetam o estômago.

Como dito anteriormente, não é possível confirmar que o paciente irá desenvolver uma doença cardíaca apenas com base nos resultados do PCR. Por isso, o médico poderá solicitar outros exames como eletrocardiograma, ecocardiograma, tomografiacomputadorizada e cateterismo.

O que pode afetar o resultado do teste

Segundo Claudio Gonsalez, existem condições que podem não estar propriamente relacionadas com processos inflamatórios ou infecciosos, mas que podem alterar os níveis de PCR no sangue e influenciar o resultado do exame, tais como:

  • Uso de medicamentos, como anti-inflamatórios não-esteroides (AINE), aspirina, corticoides, estatinas, betabloqueadores, pílula anticoncepcional

  • Terapia de reposição hormonal

  • Uso de dispositivo intrauterino (DIU)

  • Exercício físico intenso

  • Gravidez.

Fonte

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